Durante alguns anos eu encarei a vida como uma guerra, uma luta por sobrevivência. Não que não seja, mas hoje não militarizo mais essa questão, eu a espiritualizo. Uma constante guerra entre o bem e o mal, entre o que eu quero fazer e o que é preciso fazer.
A vida pode até não ser uma guerra propriamente dita, mas pode ser comparada a um jogo. Suas notas, definem seu sucesso acadêmico e seu IMC pode definir sua saúde física. Ademais, vivemos cercados por pessoas jogadoras. Faz parte, é da vida. Segue o jogo...
Gosto de comparar a vida como um jogo de xadrez: Para ganhar, é necessário realizar movimentos e saber quais movimentos se está fazendo. E se você não se mover, seu tempo acaba. Exige análise e paciência. Os erros acontecem, mas sabendo corrigí-los, nem tudo está perdido. Sacrifícios fazem parte, mas quando são em prol de um bem maior. Um sacrifício mal calculado, pode custar o jogo.
No final das contas, estamos todos buscando o nosso lugar no tabuleiro da vida, observando os movimentos de cada peça e pensando em melhores estratégias para sobreviver e se sentir seguro, assim como o Rei.
A principal diferença entre a peça protagonista de um jogo de Xadrez e o protagonista das nossas vidas - nós,
é que diferentemente do rei, que morre e retorna em outros jogos futuros, nós só temos um jogo a ser jogado.
Um match, e nada mais.
Por fim, cada rei vai pra sua caixa, perante a sua insignificância. Cuide bem de cada pessoa que o cerca, assim como o rei preza pelas suas peças. Aproveite, desfrute. Nada é seu de fato, somente o presente. Esse breve e momentâneo ato.
Foto: @brunoaraujofilm