Não é o que a história diz! Todos sabem e até mesmo os mais biblicista de que Maria recebeu uma missão muito especial: Ser mãe de Jesus, o seu Salvador (Lc 1:46,47).
Jesus, encarnação de Deus, que veio para salvar a humanidade. O homem mais perfeito que pisou na terra. Como este, podia ser fruto do pecado? A imaculação de Maria, dentre tantas provas existentes, uma que usa-se apenas de lógica, é que Jesus não nasceu de Maria e José, mas de Maria e o Espírito Santo. Oras, porque não poderia ser filho de Maria e José? Pois Jesus devia ser perfeito, logo, o Espírito Santo atuou sob Maria, de modo que restou a José apenas a santa aceitação da paternidade e educação de Jesus. Cristo, sendo perfeito, deveria vir de alguém perfeito. A carne de Jesus, é carne de Maria.
Já no evangelho de Lucas, o Anjo Gabriel já se dirige a Maria como "Agraciada!" ou como na tradução mais antiga, chamada Vulgata, é traduzida como "gratia plena", "Cheia de graça". No mesmo evangelho, nos versículo 42 temos Isabel, em um cumprimento estranho à época: "Bendita és tu entre as mulheres[...]". E logo após isso, Maria exclama " " A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome."
Após a crucificação de Cristo, descobrimos que Maria foi com os discípulos para Jerusalém ao monte das Oliveiras.
O apóstolo Paulo, dá um enfoque especial no livro de Atos, no cáp 1, vers. 14, onde diz que todos se reuniam sempre para orar, "inclusive Maria, a mãe de Jesus." Porquê este enfoque especial a Maria, se tal não é importante, como muitos afirmam?
Paulo foca na presença da Santíssima em outra oportunidade também, no dia de Pentecostes, que é a continuação do capítulo 1 do livro de Atos.
Muitos Cristãos contemporâneos não dão o devido valor a posição de Maria em relação aos Cristãos, alegando falta de base teológica. Pois bem, o centro do Novo Testamento é Cristo. É óbvio que a centralidade dos evangelhos estão em Cristo e não em Maria. Contudo, podemos ver que Maria é a única pessoa que esteve presente nos três eventos mais significativos da história da salvação: Na Encarnação do Verbo, no Mistério Pascal de Cristo e no Pentecostes.
Além disso, só não vê base teológica os neo-teólogos que pelo medo de caírem na idolatria, deixaram de lado Maria Santíssima, o que já era objeto de estudo pelos pais da igreja, entre os séculos I, II e III.
Neste texto, não irei me estender aos estudos realizados pelos pais da igreja enquanto a Igreja ainda engatinhava e era perseguida pelo império Romano. Mas em uma outra oportunidade estarei escrevendo sobre isto e trazendo o entendimento correto e que durante 1500 anos foi seguido fielmente por TODOS os Cristãos.
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