Título: Da Tranquilidade da AlmaAutor: Sêneca
Páginas: 144
Editora: L&PM
Ano: Edição de 2012
Classificação: 4/5
Sêneca dispensa apresentações, sendo reconhecido como um dos maiores filósofos estoicos de todos os tempos.
O seu livro traz ideais de contemplação interior, buscando seus defeitos percebidos e questionando diversas condutas em uma busca vigilante por possíveis defeitos ou problemas despercebidos por nós mesmos, humanos incompletos.
O mais interessante de tudo, é a forma com qual sêneca aplica a perspectiva de solitude, pregando ideais de uma retirada parcial, mas nunca total. Quase que um paradoxo onde consiste em estar retirado, interiorizado em meio a sociedade, jamais deixando de cumprir suas obrigações. Além disso, o autor enseja muito a busca para que essa retirada, além de interior, possa ser realizada em meio a sociedade com pessoas qualificadas, que possam servir de exemplo e bússola para uma vida justa e moral e que possam auxiliar o individuo na busca por dar um sentido à sua vida.
Sêneca alerta, sobretudo, para que desde a tenra idade o ser humano deve se entregar a busca de sentido e contemplação da verdade, o que segundo ele, pode não ser tão útil enquanto jovem, mas servir de sabiedade para quando envelhecer transferir aos demais, já que segundo Sêneca, uma das exigências feita ao homem é a de que ele seja útil ao maior número de pessoas possíveis.
O livro é leve e contemplativo, pode ser muito melhor absorvido se lido com calma e uma breve reflexão entre parágrafos. Ideais de servidão e constante autoanálise. O autor contrasta muito com a filosofia católica dos 7 pecados capitais, somando estes como os piores males da humanidade. Deus, para ele, é produto de um subentendimento panteísta. Deus, é a verdade e a natureza, baseando-se
na ética como norte para a vida e o auto-julgamento dos nossos atos onde o melhor juiz seria uma consciência tranquila.
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